Lixo por toda parte, um retrato do descaso

Sofá abandonado na Baía de Guanabara. O Brasil não consegue reciclar nem 3% do lixo produzido. Foto Custódio Coimbra
Sofá abandonado na Baía de Guanabara. O Brasil não consegue reciclar nem 3% do lixo produzido. Foto Custódio Coimbra
Sofá abandonado na Baía de Guanabara. O Brasil não consegue reciclar nem 3% do lixo produzido. Foto Custódio Coimbra

Mais de 40% das quase 80 milhões de toneladas de lixo produzidas por ano no Brasil são descartadas irregularmente

Por Custodio Coimbra | ODS 6

Publicado em 13/12/2021 - 10h38 (Atualizado há 5 anos)

Tempo de leitura: 6 min

Cada brasileiro gera, em média, quase um quilo de lixo por dia. Em um ano são 343 quilos, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Urbana e Resíduos Especiais (Abrelpe). Isso é muito? Nem tanto. Os habitantes de países desenvolvidos como a Alemanha, a Áustria, a Coréia do Sul e a Dinamarca chegam a produzir entre 500 e 700 quilos de lixo por ano. A diferença, fundamental, é que lá o percentual de lixo reciclado pode superar a marca dos 60%, como acontece na Alemanha e na Coréia do Sul. Enquanto por aqui esse índice não chega sequer a 3% do lixo produzido. Todo o resto segue sendo lançado em rios, mares, terrenos baldios, lixões a céu aberto e aterros sanitários.

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Esta semana, o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, esteve no Ministério do Meio Ambiente apresentando o panorama da gestão de Resíduos Sólidos no Brasil, na última década. Em especial, os desafios que o país ainda enfrenta para cumprir os compromissos assumidos internacionalmente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Carlos frisou que, nos últimos 10 anos, a geração de resíduos no país só aumentou, chegando as atuais 80 milhões de toneladas/ano. Deste montante, cerca 40,5% continuam sendo destinados incorretamente, contribuindo para que em todo território nacional ainda estejam em atividade cerca de 2.800 lixões a céu aberto. De acordo com ele, os lixões são a terceira maior fonte de emissão global de gás metano, agente mais nocivo que o próprio gás carbônico. Apenas no Brasil, o setor de Resíduos Sólidos Urbanos é responsável por 96 milhões de toneladas de CO/ano.

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    Custodio Coimbra

    Fotógrafo de imprensa há 36 anos, Custodio Coimbra, 61 anos, passou pelos principais jornais do Rio e há 25 anos trabalha no jornal O Globo. Nascido no Rio de Janeiro, é hoje um artista requisitado entre colecionadores do mercado de fotografia de arte. Além de fotos divulgadas em jornais e revistas mundo afora, participou de dezenas de mostras coletivas no Brasil e no exterior. Tem sua obra identificada com a história e a paisagem do Rio de Janeiro.

    Custodio Coimbra

    Fotógrafo de imprensa há 36 anos, Custodio Coimbra, 61 anos, passou pelos principais jornais do Rio e há 25 anos trabalha no jornal O Globo. Nascido no Rio de Janeiro, é hoje um artista requisitado entre colecionadores do mercado de fotografia de arte. Além de fotos divulgadas em jornais e revistas mundo afora, participou de dezenas de mostras coletivas no Brasil e no exterior. Tem sua obra identificada com a história e a paisagem do Rio de Janeiro.

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