Uma enorme prece contra a intolerância

Caminhada em Copacabana reúne 50 mil pessoas em defesa da liberdade religiosa

Por André Teixeira | FotogaleriaODS 8

Publicado em 17/09/2017 - 23h25

Tempo de leitura: 6 min

(Texto de Aydano André Motta) – No domingo de almanaque do finzinho de inverno, Copacabana vestiu branco para professar a fé na paz. A 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa reuniu perto de 50 mil pessoas (segundo estimativa dos organizadores) numa confraternização irrestrita, de fiéis das mais variadas denominações. A maioria, das religiões afroameríndias, vestia branco e carregava turbantes, fios de conta, atabaques e outros itens dos seus paramentos religiosos. Mas havia evangélicos, judeus, católicos, wiccas, odinistas, xamanistas, hare krishnas e mórmons, todos a rigor, unidos pela alegre prece da tolerância.

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  • A caminhada saiu do Posto 6 e terminou quase na outra ponta, na Praça do Lido, em frente ao Posto 2. Durante o trajeto, houve músicas e discursos de sacerdotes das várias religiões. Sem a presença de qualquer autoridade da Prefeitura do Rio – hoje sob comando do “bispo licenciado” da Igreja Universal Marcelo Crivella –, nem recursos para a estrutura necessária à concentração de gente, os organizadores contaram com apoio da Liga das Escolas de Samba e de Rômulo Costa, que cederam gratuitamente os carros de som.

    Ou seja, o samba e o funk garantiram a festa da tolerância.

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    André Teixeira

    Formado em Jornalismo pela UFRJ, começou a carreira como estagiário de O Globo, em 1990. Dois anos depois, passou a trabalhar como free-lancer para empresas como Sebrae, Petrobras, Coca-Cola e Unisys. Em 98, voltou ao Globo, como repórter-fotográfico, e, em 2011, passou a atuar como editor assistente de fotografia. Atualmente escreve e fotografa.

    André Teixeira

    Formado em Jornalismo pela UFRJ, começou a carreira como estagiário de O Globo, em 1990. Dois anos depois, passou a trabalhar como free-lancer para empresas como Sebrae, Petrobras, Coca-Cola e Unisys. Em 98, voltou ao Globo, como repórter-fotográfico, e, em 2011, passou a atuar como editor assistente de fotografia. Atualmente escreve e fotografa.

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