ODS 1
Provisório permanente: na arquitetura da falta, tudo tem serventia




Investimento do governo federal com crianças e adolescentes não chega a R$ 4 por dia, menos do que uma passagem de ônibus. Foto Custódio Coimbra
Fotogaleria de Custodio Coimbra registra a precariedade de habitações, com chão de terra e paredes de tapumes, em comunidades do Rio de Janeiro: o provisório se faz definitivo e o temporário, permanente.
O chão é de terra, tapumes servem de parede. Nas portas e janelas, papelão. E no teto, amianto. Em um único cômodo, sofá, cama, geladeira, fogão, televisão divididos por panos. Do 3 em 1, soa música gospel. Outras vezes, um samba. Na precariedade, o capricho é o detalhe. Um quadro de Nossa Senhora se equilibra sob o retalho florido, uma paisagem de montes nevados acende a imaginação. Na arquitetura da falta, tudo tem serventia, presente ou futuro. O provisório se faz definitivo e o temporário, permanente. São os mais visíveis dos invisíveis.
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Provisório permanente: na arquitetura da falta, tudo tem serventia
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