Uma igreja fiel à sustentabilidade

placas solares na igreja são josé
placas solares na igreja são josé
As placas solares no teto da Igreja São José, na Lagoa, instaladas em 2017 (Foto de divulgação)

Paróquia de São José usa energia solar e eólica, reaproveita água da chuva e faz campanhas para reciclar plástico

Por Bernardo de la Peña | ODS 7

Publicado em 06/03/2020 - 19h48 (Atualizado há 6 anos)

Tempo de leitura: 5 min

E fez-se a luz… de placas solares instaladas, em forma de cruz, no teto da Paróquia São José, na Lagoa, Zona Sul do Rio. Mas não só: a energia também vem de captores de energia eólica instalados há poucos meses. A água? Vem de uma cisterna que capta água da chuva, com capacidade para 15 mil litros. Por iniciativas como essas, a igreja já é considerada uma das mais sustentáveis do Brasil.  

A água armazenada na cisterna, que fica no na praça ao lado da igreja, não só é utilizada para banheiros e irrigação do jardim. Também serviu, por exemplo, a um dos projetos sociais da paróquia, o Banho de Amor. Desde que começou, em março de 2019, até dezembro, o projeto já beneficiou 2.835 pessoas em situação de rua, sem acesso à moradia ou higiene pessoal.

“Com a colaboração dos fiéis, foram adquiridos os banheiros, com chuveiro, e também kits de higiene pessoal, com sabonetes, xampus pastas e escovas de dente”, lembra o padre Omar Raposo, pároco da Igreja e um dos maiores entusiastas dos projetos sociais. O padre explica que, como o tempo, ficou claro que a maior demanda por banhos  estava no Centro da cidade, e os banheiros foram transferidos para Catedral de São Sebastião, onde o projeto segue em curso, seguindo a lógica da Pastoral do Desenvolvimento Sustentável, lançada em 2017. 

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reciclagem oleo igreja são josé
A Pastoral da Sustentabilidade atua na Igreja São José com campanhas, como a de reciclagem de óleo (reprodução/Facebook/Paróquia São José)

Metade da energia é renovável

A mesma pastoral também transformou a igreja em polo de geração de energia híbrida. As placas solares do teto e os captadores de energia eólica fornecem mais da metade da energia consumida pela Igreja que, além de muito iluminada, dispõe de aparelhos de ar-condicionado capazes de gelar, por exemplo, os cerca de mil fiéis que lotam a igreja nas missas dominicais das 19 horas celebradas pelo padre Omar.

reciclagem de tampinhas na igreja são josé
Tampinhas de plástico ensacadas para a reciclagem na igreja (Reprodução/Facebook)

Tampinhas viram cadeira de rodas

Aliás, desde que se tornou pároco da São José, o padre vem adotando medidas voltadas à sustentabilidade. Assim são feitas as campanhas sociais e religiosas na São José. Uma delas contribui com a reciclagem de plástico na cidade e também beneficia os pacientes da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR). Fiéis e centenas de outras pessoas coletaram incríveis 63.080 quilos de tampinhas plásticas de garrafas PET e, assim, compraram 119 cadeiras de rodas. A campanha prossegue com sucesso este ano, engajando muita gente.  

Padre Omar também leva práticas sustentáveis ao Cristo Redentor, onde é reitor. “O Santuário do Cristo Redentor tem como missão apoiar, articular e desenvolver ações sociais de natureza preventiva, favorecendo o acesso gratuito a projetos e serviços essenciais à população em situação de vulnerabilidade  social”, conta.

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Bernardo de la Peña

Bernardo de la Peña é carioca e jornalista há mais de 25 anos. Trabalhou em "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", onde  ganhou dois Prêmio Esso. Escritor, publicou dois livros: "Memorial do escândalo", livro-reportagem sobre o mensalão, e "Um carioca no Planalto", memórias dos cinco anos que viveu em Brasília, a maior parte do tempo cobrindo o Planalto. Adora cavalos, a ponto de se arriscar a praticar salto na Sociedade Hípica Brasileira, um de seus lugares preferidos, ao lado da fazenda da família em Secretário, distrito de Petrópolis (RJ).

Bernardo de la Peña

Bernardo de la Peña é carioca e jornalista há mais de 25 anos. Trabalhou em "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", onde  ganhou dois Prêmio Esso. Escritor, publicou dois livros: "Memorial do escândalo", livro-reportagem sobre o mensalão, e "Um carioca no Planalto", memórias dos cinco anos que viveu em Brasília, a maior parte do tempo cobrindo o Planalto. Adora cavalos, a ponto de se arriscar a praticar salto na Sociedade Hípica Brasileira, um de seus lugares preferidos, ao lado da fazenda da família em Secretário, distrito de Petrópolis (RJ).

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