Morre aos 66 anos Claudio Duarte, premiado designer, caricaturista e ilustrador

Foto colorida de Claudio Duarte ao lado de quadro com caricatura
Foto colorida de Claudio Duarte ao lado de quadro com caricatura
Claudio Duarte foi colaborador do #Colabora; com estilo crítico retratou políticos e personalidades (Foto: Arquivo Pessoal)

Claudio iniciou sua carreira em 1984 e ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo em 2001. Morava em Florianópolis há quase 20 anos

Por #Colabora | ODS 17

Publicado em 05/01/2026 - 10h45 (Atualizado há 5 meses)

Tempo de leitura: 7 min

Premiado designer gráfico, caricaturista, chargista e ilustrador, o carioca Cláudio Duarte morreu, neste domingo (4/1), em Florianópolis, onde morava há quase 20 anos. Entre outras conquistas, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (2001) e outras sete premiações internacionais pela SND – Society for News Design. Em 2020, venceu o 47º Salão do Humor de Piracicaba na categoria Caricatura.

Leia mais: Charges de Claudio Duarte para o #Colabora

Claudio Duarte começou a publicar na imprensa em 1984, com ilustrações e charges para a Tribuna de Petrópolis (RJ). No ano seguinte, a convite de Carlos Heitor Cony, fez parte da equipe de ilustradores da Bloch Editores, trabalhando para as revistas Manchete, Fatos e outas publicações do grupo.

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Em 1986, foi contratado pelo jornal O Globo, onde trabalhou por 28 anos e conquistou a maioria de seus prêmios. Desde 2014, passou a atuar como freelancer e publicou regularmente no #Colabora, fazendo particular sucesso com suas charges para a nossa newsletter.

Ainda como ilustrador e designer de O Globo, mudou-se para Florianópolis há quase 20 anos, tornando-se um pioneiro do trabalho remoto: estava em contato permanente com a redação no Rio de Janeiro, mas produzia em sua casa catarinense.

Apaixonado por música e violão, Claudio Duarte também fez parte de banda do O Globo (Foto: Arquivo Pessoal)

Apaixonado por música, principalmente por rock and roll, tocava violão, e chegou a fazer duas exposições em Santa Catarina, inspiradas pelo universo musical: “As Cores do Rock”, com caricaturas de roqueiros e roqueiras, e “Música de Preto”, uma homenagem à músicos negros e à Mãe África.

A caricatura era uma das especialidades do artista que, além de cantores e instrumentistas, gostava de retratar políticos, quase sempre em tom crítico, e atletas, principalmente do futebol: também era apaixonado pelo Botafogo.

Devoto de São Francisco, Cláudio Duarte batizou seu único filho com o nome do Santo. Em tratamento de um câncer, Cláudio, de 66 anos, morreu na casa de sua namorada, a pianista Patrícia Bolsoni, e, além dela, estava acompanhado também pelo filho Chico Duarte.

Nas redes, o filho fez uma homenagem ao designer e caricaturista: “Parabéns pela vida que você teve, papai. Nasceu pobre, na periferia do Rio de Janeiro, em meio a ditadura militar, apenas com o ensino médico, para se tornar um dos maiores ilustradores da história do país, Venceu na vida apenas com suas canetas e muita força de vontade”.

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